domingo, 12 de dezembro de 2010

Ducati Diavel promete conforto de custom com fúria esportiva

Ducati Diavel promete conforto de custom com fúria esportiva
(por Arthur Caldeira)

Quadro em treliça, motor de dois cilindros em L, dianteira "musculosa": uma Ducati com desenho custom

Não é por acaso que o nome da nova Ducati tem inspiração na palavra “diabo” no dialeto falado em Bolonha, região onde fica a fábrica da marca. Com 210 kg, pneu traseiro de 240 mm de largura e um porte musculoso, a recém lançada Diavel impõe respeito e até medo. Aquele tipo de moto que dá vontade de arrancar com tudo e ver o mundo ficar para trás em questão de segundos.

Diavel tem traseira minimalista com enrome pneu de 240 mm

Apresentada como estrela no Teatro Carcano, erguido em 1881 no centro de Milão, a nova motocicleta é uma aposta ousada da fábrica italiana. “A Diavel é, sem dúvida, nosso lançamento mais inovador para 2011”, falou orgulhoso o diretor geral da Ducati, Claudio Domenicali.

Ducati Diavel foi a grande estrela da marca no Salão de Milão deste ano

Famosa por suas esportivas, a Ducati entra no segmento custom prometendo conforto e desempenho, aliado a uma ciclística ágil. “Até agora nenhum modelo reuniu essas características em uma única moto”, admitiu Domenicali. O departamento de design da Ducati garante ter conseguido.

Ducati Diavel tem porte avantajado e impõe respeito

Criou a Diavel com um avantajado trem dianteiro e uma traseira minimalista para encaixar o esportivo propulsor de dois cilindros em “L” no tradicional quadro em treliça da fábrica de Borgo Panigale. Desenho que causa estranheza ao primeiro olhar. Tem-se a sensação de que a Diavel acaba abruptamente. Mas estranho mesmo é a Ducati aventurar-se em novos segmentos

Diabólica Ducati Diavel é aposta da fábrica italiana no segmento custom

Uma das motivações para se arriscar em um novo segmento foi o sucesso da Multistrada 1200, apresentada em 2009. A primeira big trail da marca italiana, recheada de tecnologia, superou as expectativas de vendas, admitiu Gabriele Del Torchio, presidente da Ducati. “Nossa estratégia é sermos especialistas no segmento de motos esportivas, enquanto trabalhamos para desenvolver produtos inovadores. Isso nos permite expandir nossos negócios para novos mercados como a Diavel”, disse Del Torchio.

Ducati Diavel promete bom desempenho em curvas e inclinação de 41

DESEMPENHO


No coração da diabólica Ducati está o motor Testastretta 11°, derivado dos potentes motores esportivos da marca, mas adaptados para uma entrega mais suave de potência. O motor de dois cilindros em “L” (um V a 90°) e 1.198,4 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima (a 9.500 rpm) e colossais 13 kgfm de torque máximo. Com esses números o motor pode até ser mais manso, mas não perdeu o desempenho característico dos motores italianos.

Motor Testastretta de 1200 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima

Equipada com acelerador eletrônico (ride-by-wire), a Diavel ainda conta com tecnologias como três modos de pilotagem (Sport, Touring e Urban) e controle de tração (Ducati Traction Control) de cinco níveis. Praticamente o mesmo pacote tecnológico da Multistrada 1200.

Entradas de ar e piscas dianteiros integrados na carenagem da Diavel

O câmbio de seis marchas precisou ser feito em materiais mais resistentes para transferir toda a “força” do motor para o enorme pneu traseiro de 240 mm. A Ducati ainda equipou o novo modelo com uma embreagem deslizante para aliviar os trancos no conjunto de transmissão. A transmissão final é feita por corrente.

Painel da nova Ducati Diavel traz "dois andares" de infomações em LCD, além das luzes espia

CICLÍSTICA

O quadro em treliça, segundo a Ducati, garante rigidez a torções enquanto assegura menor peso e tamanho compacto. O monobraço traseiro construído em liga de alumínio é bastante longo e resulta em uma distância entre-eixos de 1.590 mm, o suficiente para proporcionar estabilidade nas retas.

No coração da diabólica Ducati está o motor Testastretta 11°, derivado dos potentes motores esportivos da marca, mas adaptados para uma entrega mais suave de potência. O motor de dois cilindros em “L” (um V a 90°) e 1.198,4 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima (a 9.500 rpm) e colossais 13 kgfm de torque máximo. Com esses números o motor pode até ser mais manso, mas não perdeu o desempenho característico dos motores italianos.

Rabeta da Diavel acaba abruptamente e traz duas lanternas de LEDs com piscas embutidos

Em conjunto com as suspensões -- garfos Marzocchi de 50 mm de diâmetro, na frente, e amortecedor Sachs posicionado horizontalmente, atrás -- garante maneabilidade e inclinações de até 41° em curvas. Qualidades que só poderão ser conferidas na prática, afinal apesar de todo o frisson em torno da Diavel, ainda não foram feitos testes dinâmicos pela imprensa internacional.

No detalhe, a dupla de enormes ponteiras de escapamento na Diavel

Para parar os 210 kg a seco da Diavel, a fábrica italiana não economizou. Optou pelas pinças monobloco da grife Brembo com quatro pistões para “morder” os dois grandes discos de 320 mm de diâmetro na dianteira. Atrás, um disco de 265 mm com pinça de pistão duplo, também da Brembo. Para completar, sistema antitravamento (ABS) da Bosch.

Pedaleiras da garupa na Diavel são retráteis

As rodas de 17 polegadas (3,5 de largura na dianteira e 8 na traseira) são calçadas com os novos pneus Pirelli Diablo Rosso II, nas medidas 120/70 (frente) e 240/45 (atrás).

Pedaleiras da garupa na Diavel são retráteis

A nova Diavel deve chegar ao mercado somente no primeiro trimestre do próximo ano. A primeira versão comercializada será a Diavel Carbon, com diversos itens de acabamento em fibra de carbono. Nos Estados Unidos, a Carbon deverá custar em torno de US$ 20.000 (cerca de R$ 35.000 sem taxas e impostos). Já o modelo standard sairá por US$ 17.000.


Yamaha lança Striker de olho nos EUA

Nova motocicleta tem a difícil missão de competir em nicho de Harley Davidson e Victory

Fotos: Autocosmos/México
Motor Dream
Yamaha lança Striker de olho nos EUA


A linha Yamaha Star acaba de ganhar mais um membro. Trata-se da motocicleta Striker, que combina o estilo norte-americano com alta tecnologia para conquistar os consumidores que desejam uma moto cruiser com motores e mecânica de ponta. O novo modelo tem pela frente a difícil missão de conquistar espaço em um segmento com concorrência feroz, onde reinam Harley Davidson e Victory, e que há alguns anos conta com a presença da Honda Fury, modelo também japonês que traz linhas fluidas similares a trabalhos de preparadores independentes.

A Striker conta com um design realmente interessante, percebe-se ali alguns "toques" de Harley Davidson. Na parte traseira há elementos da V-Rod, como os escapamentos e pneus. Outros elementos ainda remetem a linha Softail. Por outro lado há uma forma arredondada em sua globalidade que é característica das motos japonesas.

O motor da Striker é um 1,304cc com injeção direta e resfriado a líquido. Não foram divulgados, no entanto, dados quanto a desempenho e rendimento, no que acredita-se que serão altos, graças ao generoso tanque de 15 litros. A Yamaha ainda dispensou a utilização de plástico neste modelo. O resultado são elementos visuais de aço e peso de 293 kg. (colaborou Autocosmos/México)









Kawasaki revela a Ninja ZX-10R para o WSBK

Marca verde divulgou imagens da versão racing de sua nova esportiva 1000

Kawasaki Ninja ZX-10R


Enquanto todos aguardam por informações de como será a versão para rua da nova ZX-10R, a Kawasaki apresentou, nesta sexta-feira (3), em Nurburgring, na Alemanha, a variante da máquina destinada ao Mundial de Superbike. Derivada da moto de série, que será apresentada no Salão de Colônia, em outubro, a motocicleta mostrada nas imagens, durante a etapa bávara do SBK, já pode nos dar uma ideia de como será esta nova superesportiva.

Kawasaki Ninja ZX-10R



Além de estar presente nas equipes satélites, a nova ZX-10R será utilizada por uma equipe oficial que terá o apoio total da fábrica. Até o momento não existe nada de concreto sobre quais serão as especificações técnicas desta nova Ninja, porém, informações de bastidores indicam que a máquina virá cheia de recursos tecnológicos.

Kawasaki Ninja ZX-10R


Por exemplo, o motor pode contar com um engenhoso sistema de distribuição, no qual, dependendo da rotação do motor, varia tanto o tempo de abertura quanto o levantamento das válvulas. Por enquanto, o que nos resta é aguardar e ver se a nova Ninja conseguirá superar rivais de peso como Aprilia RSV4, BMW S 1000 RR, Honda CBR 1000 RR, Yamaha YZF-R1, Suzuki GSX-R 100, entre outros.

Rafael Miotto

Imagens Kawasaki


Mega Monster estreia em Milão

Foto: Autocosmos/México
Mega Monster estreia em Milão

Ducati tem planos de entrar no mercado das motos cruisers com modelo

do AutoCosmos/México
exclusivo para MotorDream


Pensar na Ducati fazendo motos cruisers, também conhecidas como estradeiras, é, no mínimo, inusitado. Mas estão a caminho a Mega Monster e o Concept 0803, duas motocicletas que pretendem "incrementar" a imagem da fabricante italiana de motocicletas. O ambiente escolhido pela Ducati é o Salão de Milão EICMA , um dos mais importantes da indústria sobre duas rodas, onde se apresentam as últimas novidades das marcas e onde também a marca estará “jogando em casa”. No motoshow italiano, a Ducati está disposta a mostrar sua nova Mega Monster e um esboço de uma moto cruiser, até o momento chamada de 0803.

Ambas as motos saem totalmente da filosofia e do estilo atual da empresa italiana, e se aventuram em segmentos dominados pelas marcas japonesas e que também contam com expoentes como Harley Davidson, com as suas máquinas grandes.

A primeira chamada Mega Monster, lembra a Yamaha V-Max, uma “big naked”, com perfil robusto e um grande motor de até 150 cv, que pode ser compartilhado com a Ducati Multistrada.

A segunda moto é chamada de Concept 0803, tem o estilo cruiser, como a V-Rod da Harley Davidson, mas formas mais curvilíneas no estilo da Suzuki Boulevard M109R. A 0803 já havia aparecido na Internet com o nome de Vyper, mas sempre com ares de boato. Ambas as motos podem ter uma única plataforma e receber duas configurações. Acredita-se que em caso de fortes vendas, a Ducati poderia seguir os desenvolvimentos em paralelo.

Yamaha R6 2011 é adiada

Montadora japonesa pretende fazer um modelo todo novo com tecnologias da MotoGP

do InfoMotori/Itália

Os fanáticos por motos superesportivas que aguardavam anciosamente uma novíssima Yamaha R6 2011 estão sendo informados que terão de esperar mais um ano. Isso porque a fabricante japonesa não pretende dar a motocicleta apenas um pequeno face-lift, como tem feito desde que ela foi lançada em 2006, e sim construir uma moto totalmente nova que incorpore as últimas tecnologias usadas na MotoGP.

Entre as novidades previstas para 2012, quando a nova R6 deve provavelmente debutar, estão um novo chassis, motor e carroceria imitando as motos usadas por Valentino Rossi e Jorge Lorenzo. Outras novidades devem ser ainda os YCC-T - sistema de controle eletrônico do escapamento - e o YCC-I - sistema de aspiração variável.











Moto do filme Tron vira realidade

Customizadora americana faz réplica funcional do modelo

do AutoCosmos/Chile
exclusivo para MotorDream -
Fotos: Divulgação

Moto do filme Tron vira realidade

Com os avanços tecnológicos e de materiais de construção artesanal para veículos, muitas preparadoras independentes puderam criar todo tipo de modelos que aparecem no cinema, como a moto do Exterminador do Futuro, a Batpod do Batman, entre outros. Assim, a Tron Cycle não poderia escapar de chegar à realidade.

A base usada para o conceito foi a de uma Suzuki TLR1000, que usa um motor V-Twin de 135 cv. Fora isso, a Tron Cycle nada tem a ver com suas origens japonesas, já que a preparação lhe confere todo o espírito norteamericano, "muita potência, chamativa, enorme, mas que não serve para curvas".

A moto pesa 215 kg, com 2,54m de comprimento e quase 60 cm de largura. As dimensões são para dar uma estética semelhante à moto virtual, mas tornam a moto impossível de ser usada normalmente. A largura exagerada e a posição de pilotagem, com os braços muito esticados não permitem manobras fechadas.

A maioria das motos customizadas são espetaculares, mas pouco úteise e a réplica da Tron Cycle não é diferente, além de custar 55 mil dólares (R$ 92.700).

Schwarzenegger é eleito motociclista do ano

Americanos escolheram o político como figura mais influente no mundo das motos.

Arnold Schwarzenegger

Arnold Schwarzenegger


A Associação Americana dos Motociclistas (AMA) anunciou na última quarta-feira (4) o “Motociclista do Ano” eleito pela entidade. O escolhido da vez foi o "ex-exterminador" do futuro e atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, considerado pelo AMA a pessoa que teve um impacto mais profundo no mundo das motos nos 12 meses passados, para o bem ou para o mal.

O motivo da escolha do “Terminator” como “Motociclista do Ano” foi uma lei assinada por Schwarzenegger que regulamenta os sistemas de escape. Apesar de controversa entre os motociclistas, já que muitos usuários a criticaram acabou recebendo o prêmio. Vale lembrar que o ex-ator é motociclista e protagonizou as inesquecíveis cenas com a Harley-Davidson Fat Boy no filme Exterminador do Futuro 2.

Rafael Miotto

Kawasaki Ninja ZX-14 mostra dupla personalidade com potência e conforto

Da Infomoto (por Arthur Caldeira)
  • Com 203 cavalos, esportiva japonesa pode ser dócil ou bestial -- depende do seu estilo

    Com 203 cavalos, esportiva japonesa pode ser dócil ou bestial -- depende do seu estilo

Antes de montar na Kawasaki Ninja ZX-14 até mesmo os motociclistas mais experientes ficam receosos. Afinal, a ficha técnica indica 203 cavalos de potência máxima a 9.500 rpm, 2,17 metros de comprimento e 261 kg de peso -- especificações que impõem respeito. Porém, bastam algumas curvas e retas para perceber que a esportiva mais potente da fábrica japonesa é, até certo ponto, fácil de domar.

Mais potente esportiva da linha Ninja, Kawasaki ZX-14 tem preço sugerido de R$ 61.990, sem frete e seguro

Importada, a Kawasaki ZX-14 desembarcou no Brasil em julho passado. Nesta sua última versão, lançada no exterior em 2008, o modelo recebeu melhorias em sua ciclística e mais potência em seu motor de quatro cilindros em linha de 1.352 cm³ de capacidade. Os ajustes no chassi em alumínio e na geometria da motocicleta garantiram estabilidade (mais que necessária) nas retas e maneabilidade para contornar curvas com facilidade, apesar do porte avantajado.

Kawasaki Ninja ZX-14 é concorrente de peso para Suzuki GSX 1300R Hayabusa

"DOIS MOTORES"
De início, o acelerador da Kawasaki ZX-14 pede cautela. Mas impressionantemente os mais de 200 cavalos do motor começam a “galopar” de forma suave, sem grandes sustos. Graças ao sistema de injeção eletrônica, que comanda os corpos de acelerador Mikuni de 44 mm e também as válvulas de aceleração secundárias, o funcionamento do propulsor de quatro cilindros, 16 válvulas e comando duplo no cabeçote é bastante linear.

Apesar do porte avantajado, Ninja ZX-14 contorna curvas de alta com bastante segurança

Projetado para ser amigável em baixas rotações e bestial em altos giros, o motor oferece tanto torque (15,7 kgfm a 7.500 rpm) que parece ser possível arrancar em qualquer marcha. Mas a sua personalidade dócil acaba aos 6.000 giros. A partir daí, a usina de força de 203 cavalos de potência máxima entra em ação e as árvores e a sinalização da pista do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (no interior de São Paulo) transformam-se em simples borrões.

Com mais de 2 metros de comprimento e 261 kg em ordem de marcha, Kawasaki Ninja ZX-14 consegue ter boa maneabilidade

A personalidade mais esportiva da fábrica japonesa aparece em sua melhor forma nesta ZX-14. O motor cresce de giros e parece não ter fim, demonstrando fôlego até 10.000 rpm. Infelizmente, a pista acaba.

Foguete japonês tem mais de 200 cavalos no motor de quatro cilindros e 1.352 cm³

FICHA TÉCNICA: Kawasaki Ninja ZX-14

Motor: 1.352 cm³, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida.
Potência Máxima: 203 cv a 9.500 rpm.
Torque Máximo: 15,7 kgfm a 7.500 rpm.
Diâmetro e curso: 84,0 x 61,0 mm.
Taxa de Compressão: 12:1.
Alimentação: Injeção eletrônica.
Partida elétrica.
Câmbio: Seis marchas, com embreagem multidisco em banho de óleo e transmissão final por corrente.
Suspensão: Dianteira por garfo telescópico invertido com 117 mm de curso e totalmente ajustável; traseira por balança monoamortecida com amortecedor a gás e 122 mm de curso.
Freios: Dianteiro a disco duplo de 310 mm em forma de pétala, pinça dupla de fixação radial com quatro pistões opostos (ABS); Traseiro a disco simples de 250 mm em forma de pétala, pinça com dois pistões opostos.
Pneus: Dianteiro 120/70ZR17M/C (58W); traseiro 190/50ZR17M/C (73W).
Chassi: Perimetral em alumínio.
Dimensões: 2.170 mm x 760 mm x 1.170 mm (CxLxA); 1.460 mm (entre-eixos); 800 mm (altura do assento); 125 mm (distância do solo)
Tanque: 22 litros.
Peso: 261 kg.

Lanterna traseira tem LEDs e setas são integradas à rabeta

CICLÍSTICA
A curta reta da pista não é suficiente para chegar perto do que seria a velocidade máxima da Kawasaki ZX-14. Pois, apesar de marcar 280 km/h, pode-se prever mais de 300 km/h. Entretanto, a pista foi o ambiente ideal para testar as melhorias ciclísticas dessa sport touring.
A começar pelos freios. Na dianteira, dois discos em forma de pétala com 310 mm de diâmetro e pinças de fixação radial com quatro pistões. Na traseira, um disco simples de 250 mm com pinça de dois pistões. E a Kawasaki do Brasil acertadamente optou por importar apenas a versão com freios ABS, o que ajuda a garantir frenagens mais seguras. Ao final da reta, era só apertar os freios com vontade para que a Ninja de 1400 cm³ parasse, sem demonstrar instabilidade.

Motociclista tem conforto e boa proteção aerodinâmica na Ninja ZX-14;
carenagem traz quatro faróis e entrada de ar para o motor de 203 cv

O quadro perimetral em alumínio também foi redesenhado para oferecer a rigidez necessária a uma moto com tamanha potência. Amarrado a um garfo telescópico invertido (upside-down), na dianteira; e a uma balança traseira monoamortecida, na traseira; resulta em um conjunto bastante equilibrado. Em curvas de alta a ZX-14 é extremamente estável e transmite confiança para girar o acelerador mesmo com a moto inclinada.

Discos de freio dianteiro e traseiro são em forma de pétala

Com um ângulo de cáster de 23° e uma distância entre-eixos de 1.460 mm, a Ninja ZX-14 demonstra certa agilidade em curvas fechadas, levando-se em conta seu “corpinho” avantajado.

CONFORTO
Se por um lado o porte da Kawasaki ZX-14 impressiona, por outro traz alguns benefícios para o piloto. A começar pelo generoso banco e sua ergonomia -- melhor que muitas outras superesportivas compactas da atualidade. No generoso espaço, o motociclista esconde-se facilmente atrás da enorme carenagem. Equipada com quatro faróis, a Ninja também mostra sua vocação para o turismo. Boa proteção aerodinâmica, iluminação e conforto, além de um tanque de 22 litros.

Painel traz dois mostradores analógicos e tela de cristal líquido

Instalado, o piloto tem a sua frente dois mostradores analógicos com a velocidade e giros do motor. Conta ainda com uma pequena tela de cristal líquido com as informações de praxe: hodômetros total e parciais, nível de combustível, relógio e um útil indicador de marcha engatada.

MERCADO
Não é preciso pensar muito para saber que a principal concorrente da Kawasaki Ninja ZX-14 é a Suzuki Hayabusa GSX 1300R. Ambas têm motores potentes (197 cv na Hayabusa, 203 cv na ZX-14), porte avantajado e dupla personalidade: apostam em esportividade, sem deixar de lado a proposta touring. Cada uma tem suas qualidades, enquanto a Suzuki traz seletor eletrônico do modo de pilotagem para domar seu motor, a Kawa traz freios ABS.

Versão à venda no Brasil traz freios ABS de série

Disponível em versão única no país, na cor preta, a Kawasaki Ninja ZX-14 tem preço sugerido de R$ 61.990, sem frete e seguro. Já a Suzuki Hayabusa é vendida em quatro opções de cores e sai por R$ 56.000, também sem frete e seguro.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ducati Diavel promete conforto de custom com fúria esportiva

Ducati Diavel promete conforto de custom com fúria esportiva


Quadro em treliça, motor de dois cilindros em L, dianteira "musculosa": uma Ducati com desenho custom

Não é por acaso que o nome da nova Ducati tem inspiração na palavra “diabo” no dialeto falado em Bolonha, região onde fica a fábrica da marca. Com 210 kg, pneu traseiro de 240 mm de largura e um porte musculoso, a recém lançada Diavel impõe respeito e até medo. Aquele tipo de moto que dá vontade de arrancar com tudo e ver o mundo ficar para trás em questão de segundos.


Diavel tem traseira minimalista com enrome pneu de 240 mm

Apresentada como estrela no Teatro Carcano, erguido em 1881 no centro de Milão, a nova motocicleta é uma aposta ousada da fábrica italiana. “A Diavel é, sem dúvida, nosso lançamento mais inovador para 2011”, falou orgulhoso o diretor geral da Ducati, Claudio Domenicali.


Ducati Diavel foi a grande estrela da marca no Salão de Milão deste ano

Famosa por suas esportivas, a Ducati entra no segmento custom prometendo conforto e desempenho, aliado a uma ciclística ágil. “Até agora nenhum modelo reuniu essas características em uma única moto”, admitiu Domenicali. O departamento de design da Ducati garante ter conseguido.


Ducati Diavel tem porte avantajado e impõe respeito

Criou a Diavel com um avantajado trem dianteiro e uma traseira minimalista para encaixar o esportivo propulsor de dois cilindros em “L” no tradicional quadro em treliça da fábrica de Borgo Panigale. Desenho que causa estranheza ao primeiro olhar. Tem-se a sensação de que a Diavel acaba abruptamente. Mas estranho mesmo é a Ducati aventurar-se em novos segmentos.


Diabólica Ducati Diavel é aposta da fábrica italiana no segmento custom

Uma das motivações para se arriscar em um novo segmento foi o sucesso da Multistrada 1200, apresentada em 2009. A primeira big trail da marca italiana, recheada de tecnologia, superou as expectativas de vendas, admitiu Gabriele Del Torchio, presidente da Ducati. “Nossa estratégia é sermos especialistas no segmento de motos esportivas, enquanto trabalhamos para desenvolver produtos inovadores. Isso nos permite expandir nossos negócios para novos mercados como a Diavel”, disse Del Torchio.


Ducati Diavel promete bom desempenho em curvas e inclinação de 41°


DESEMPENHO
No coração da diabólica Ducati está o motor Testastretta 11°, derivado dos potentes motores esportivos da marca, mas adaptados para uma entrega mais suave de potência. O motor de dois cilindros em “L” (um V a 90°) e 1.198,4 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima (a 9.500 rpm) e colossais 13 kgfm de torque máximo. Com esses números o motor pode até ser mais manso, mas não perdeu o desempenho característico dos motores italianos.


Motor Testastretta de 1200 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima

Equipada com acelerador eletrônico (ride-by-wire), a Diavel ainda conta com tecnologias como três modos de pilotagem (Sport, Touring e Urban) e controle de tração (Ducati Traction Control) de cinco níveis. Praticamente o mesmo pacote tecnológico da Multistrada 1200.


Entradas de ar e piscas dianteiros integrados na carenagem da Diavel

O câmbio de seis marchas precisou ser feito em materiais mais resistentes para transferir toda a “força” do motor para o enorme pneu traseiro de 240 mm. A Ducati ainda equipou o novo modelo com uma embreagem deslizante para aliviar os trancos no conjunto de transmissão. A transmissão final é feita por corrente.


Painel da nova Ducati Diavel traz "dois andares" de infomações em LCD, além das luzes espia


CICLÍSTICA
O quadro em treliça, segundo a Ducati, garante rigidez a torções enquanto assegura menor peso e tamanho compacto. O monobraço traseiro construído em liga de alumínio é bastante longo e resulta em uma distância entre-eixos de 1.590 mm, o suficiente para proporcionar estabilidade nas retas.


Rabeta da Diavel acaba abruptamente e traz duas lanternas de LEDs com piscas embutidos

Em conjunto com as suspensões -- garfos Marzocchi de 50 mm de diâmetro, na frente, e amortecedor Sachs posicionado horizontalmente, atrás -- garante maneabilidade e inclinações de até 41° em curvas. Qualidades que só poderão ser conferidas na prática, afinal apesar de todo o frisson em torno da Diavel, ainda não foram feitos testes dinâmicos pela imprensa internacional.



No detalhe, a dupla de enormes ponteiras de escapamento na Diavel

Para parar os 210 kg a seco da Diavel, a fábrica italiana não economizou. Optou pelas pinças monobloco da grife Brembo com quatro pistões para “morder” os dois grandes discos de 320 mm de diâmetro na dianteira. Atrás, um disco de 265 mm com pinça de pistão duplo, também da Brembo. Para completar, sistema antitravamento (ABS) da Bosch.


Pedaleiras da garupa na Diavel são retráteis

As rodas de 17 polegadas (3,5 de largura na dianteira e 8 na traseira) são calçadas com os novos pneus Pirelli Diablo Rosso II, nas medidas 120/70 (frente) e 240/45 (atrás).


Pedaleiras da garupa na Diavel são retráteis

ESPECIAL

A nova Diavel deve chegar ao mercado somente no primeiro trimestre do próximo ano. A primeira versão comercializada será a Diavel Carbon, com diversos itens de acabamento em fibra de carbono. Nos Estados Unidos, a Carbon deverá custar em torno de US$ 20.000 (cerca de R$ 35.000 sem taxas e impostos). Já o modelo standard sairá por US$ 17.000.(por Arthur Caldeira)

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