segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vivemos um tempo de esperança no tratamento do cancro do pulmão – Parte I

Dr. Fernando Barata

Embora ocasionais descrições sobre cancro do pulmão se possam encontrar no século XIX, esta doença é claramente marcante no século XX. Para muitos, uma das epidemias do mundo industrializado e desenvolvido. Mas existem novas esperanças que lhe damos a conhecer neste primeiro artigo.



Tem menos de um mês, a divulgação entre a comunidade científica dos primeiros resultados, a justificarem ainda estudos confirmatórios, sob o uso da tomografia computorizada de baixa dosagem como método de eleição no rastreio do cancro do pulmão numa população seleccionada de risco para esta patologia.

Enquanto aguardamos por mais resultados, é obrigatório continuar a investir no diagnóstico precoce. Todo um trabalho de alerta deve continuar junto da população em geral, do médico assistente, do especialista pouco atento, para que num indivíduo, em especial se fumador, independentemente do sexo, com queixas de tosse, dor torácica, falta de ar progressiva, expectoração com sangue que não cede a uma terapêutica inicial sintomática, seja realizado um radiograma torácico e, se dúvidas persistirem, uma tomografia computorizada. Se diagnosticarmos precocemente, podemos intervir em fases em que as terapêuticas potencialmente curativas conduzem a longas sobrevivências.

Infelizmente não acontece assim. Em mais de 50% dos tumores pulmonares diagnosticados, além do tumor primário, detectamos já disseminação à distância, a órgãos tão importantes e vitais como o fígado, osso, pulmão ou cérebro. Logicamente que o prognóstico é mais sombrio e os resultados menos entusiásticos.

Referência obrigatória nesta luta por cada vez melhores resultados à evicção tabágica. Se fuma, por favor, deixe de fumar. Se não fuma, por favor, não pense em começar. A relação entre tabaco e cancro é cientificamente super-reconhecida e demonstrada. As medidas antitabágicas, associadas ao enorme esforço feito pela comunidade médica na difusão nacional de centenas de consultas antitabágicas, têm produzido efeitos traduzidos num estabilizar do número de novos casos de cancro do pulmão nos últimos anos. É necessário não desistir de ajudar quem nos procura para deixar de fumar, insistir na divulgação dos malefícios do tabaco e persistir na luta.







Inovações ao longo dos tempos



Também na área do diagnóstico vivemos um tempo de esperança. Em meados do século XX conseguimos observar a árvore brônquica, identificar os sinais directos ou indirectos de tumor, proceder a aspirados, escovados e biopsias das lesões suspeitas. Depois conseguimos desobstruir áreas colapsadas, colocar próteses e controlar hemorragias.

Ainda no final do século passado, demos um passo gigante na imagiologia, com a tomografia computorizada permitindo um mais correcto estadiamento da extensão tumoral, do envolvimento ganglionar e da identificação de locais de metastização. No limiar do milénio descobrimos a tomografia por emissão de positrões e associámos ao saber da lesão tumoral o conhecer da sua actividade metabólica.

Também passos importantes ocorreram na cirurgia torácica, na generalização como método diagnóstico mas também terapêutico das videocirurgias, das mediastinotomias, mas também na terapêutica cirúrgica das lobectomias com sleeve, das abordagens complexas do tumor do vértice. Registámos avanços importantes na radioterapia, devendo hoje ser efectuada em acelerador linear de alta energia com planeamento dosimétrico computorizado, privilegiando soluções que diminuam a toxicidade associada ao tratamento e utilizando técnicas de irradiação em fase do ciclo respiratório ou técnicas de controlo activo da respiração.






Fonte: Jornal do Centro de Saúde

Vivemos um tempo de esperança no tratamento do cancro do pulmão – Parte II

Dr. Fernando Barata

A última década foi marcante no que respeita ao tratamento do cancro de pulmão como analisámos na edição passada. Além disso, uma melhoria nas práticas médicas e a individualização terapêutica têm sido fundamentais para que se renove a esperança no sucesso de os doentes.



Na abordagem inicial ou na recidiva temos hoje ao dispor novos fármacos com extraordinária tolerância, eficácia acrescida, maior tempo livre de progressão e aumento da sobrevivência global. Com o aumento da esperança de vida e um número crescente de novos casos diagnosticados no idoso, desenvolvemos terapêuticas para estes doentes numa simbiose entre eficácia e escassa toxicidade. Numa estratégia multidisciplinar abordámos o doente com pior estado geral e mais comorbilidades. Para todos procuramos a melhor solução individualizada numa pesquisa persistente e constante de levar mais longe cada doente.

A medicina translacional e a nova investigação ao nível da biologia molecular trouxeram-nos novos rumos de esperança. Nos doentes com mutação do gene do receptor do factor de crescimento epidérmico, a administração de fármacos orais inibidores tirosina quinase trouxeram sobrevivências medianas, na doença avançada, que podem ultrapassar os 24 meses.

Globalmente conseguimos hoje o dobro da taxa de sobrevivência que tínhamos nos anos 70 do século XX. Já na última década conseguimos melhores resultados nos estádios precoces, com a junção à cirurgia de eleição de uma quimioterapia adjuvante; nas duas últimas décadas conseguimos o dobro do tempo livre de progressão e da taxa de sobrevivência com a quimiorradioterapia concomitante para os estádios localmente avançados; na última década conseguimos o dobro do tempo de sobrevivência para os estádios avançados e, entre estes, o triplo para os doentes com mutações do receptor do factor de crescimento epidérmico.







Melhor prática clínica



Reunimos e conversámos e estabelecemos entre nós normas de orientação diagnóstica e terapêutica. Estabelecemos as melhores práticas médicas. Partilhamos experiências e saberes tendo o doente com cancro do pulmão como o elemento-chave.

Sabemos que os resultados ainda não são bons. Estamos num tempo de mudança e de muita esperança. Acreditamos que se encontrarmos um bom método de rastreio, se investirmos na prevenção e no apoio às medidas antitabágicas, conseguiremos diminuir a prevalência nefasta do cancro do pulmão. Avançámos ajustando as terapêuticas ao conhecimento do perfil biológico e molecular de cada doente.

Associando marcadores com determinadas terapêuticas, estamos a conseguir individualizar a terapêutica e em situações de sucesso levar cada doente, mesmo com doença disseminada no início, tão longe quanto possível, por vezes transformando a sua doença oncológica "aguda" numa doença oncológica controlada, "crónica". O tempo é de esperança.







Fonte: Jornal do Centro de Saúde

Sábado, 27 de Novembro de 2010

Uma Mensagem de Coragem!

Uma Lição de Vida!

Sábado, 30 de Outubro de 2010

The Problem of Pain

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

BEM-ESTAR: É HORA DE DORMIR


Afinar o relógio biológico. Talvez esteja aqui o paradigma da insónia infantil. Quando temos a responsabilidade de colocar um bebé no Mundo, adormecê-lo é o primeiro grande desafio. Ora, o segredo da 'dolorosa' missão passa por contribuir para a tranquilidade, a segurança e o conforto do pequeno, em regime de 24 horas, sem que nos condenemos a escravos do seu quotidiano, nem que o tornemos refém da nossa vida.

A regra número 1 é esta: há sempre uma razão para o comportamento que o pequeno adopta.

A importância das rotinas
Não faltam 'profecias' sobre o que fazer para adormecer as crianças. Mas o que é que lhes tira o sono? "Qualquer um de nós tem um relógio biológico. A criança também o tem", responde Rui Vasconcelos.

O neuropediatra diz mesmo que "a maioria dos problemas do sono são da responsabilidade dos pais". Somos nós, adultos, "que muitas vezes inconscientemente, e por esta ou aquela razão, não acertamos os horários dos sonos, o que leva a que o relógio biológico da criança ande constantemente aos 'trambolhões'".

A verdade é que a nossa vida social, volátil e oscilante, acaba por interferir na organização, em permanente construção, na mente do bebé. As mudanças explicam, em parte, a gritaria quando chega à hora de dormir. Quer dizer que a birra do sono é um mito? Rui Vasconcelos resolve a questão assim: "o relógio biológico está completamente desafinado. A criança não tem culpa e muito provavelmente não tem sono."

Sesta, recomenda-se
Dormir é essencial para o crescimento e o equilíbrio emocional do bebé. "O tempo total de sono modifica-se progressivamente com o correr da vida. No recém-nascido o tempo dura em média 17 horas. Diminui progressivamente até atingir as 14 a 15 horas na 16.ª semana, assim permanecendo até ao 8.º mês, quando tende a uma queda gradual", observa Rui Vasconcelos.

A sesta acaba por ser um complemento. "O sono diurno é tão importante como o nocturno. E o sono é tão importante como a alimentação porque é reparador do organismo. É como um recarregar de pilhas. Por exemplo, uma criança de 3 anos precisa de 12 horas de sono. A maioria das crianças não o fazem à noite, portanto a sesta é o complemento das necessidades fisiológicas de sono (das 12 horas) que não são feitas à noite", explica o médico.

Embalar? Não!
Cá entre nós, partilham-se truques para pôr os bebés a dormir. O banho é um deles. Rui Vasconcelos concorda, mas o efeito relaxante e estimulante do sono só se torna eficaz se o banho tiver regras: se for dado sempre à mesma hora. Pode, aliás, ser um instrumento para "acertar os horários do relógio biológico".
Depois, há o pecado capital da maioria dos pais: embalar o bebé para que durma. Boa prática doutor? "Não. Nunca condicionem os vossos filhos ao adormecer a este ou aquele ritual", sentencia, o médico. "As crianças ficam condicionadas aos rituais e os pais frequentemente ficam 'escravos' da criança e rapidamente se esgotam por causa de uma atitude que nunca pensaram produzir tal incómodo e que o fizeram unicamente por amor."

Cama dos pais, só como último recurso
Pode ser uma bóia de salvação após sucessivas noites mal dormidas, mas até que ponto a estratégia da rendição é contraproducente? "Adormecer com o filho entre os pais é um dos condicionamentos mais escravizantes para os pais. Nunca o faça porque estará a prejudicar o seu descanso, quer pelo medo de magoar a criança, quer em consequência do sono irrequieto que é característicos dos mais pequenos.

Os mimos 'fazem parte'
"Há rituais instituídos e condicionamentos educados". Por isso, de nada vale deixar o nosso bebé chorar até adormecer, enquanto roemos as unhas atrás da porta. Todavia, a disciplina não pode ser confundida com a inflexibilidade, a rigidez e a severidade. O bebé precisa de muita atenção e os mimos nunca são demais. "Fazer mimos é instintivo a qualquer ser humano. Se nós gostamos, o bebé logicamente que adorará. Se os outros animais fazem aos filhos (macacos, cães, ursos, etc) é sinal que é uma atitude 100% fisiológica", observa Rui Vasconcelos.

Pesadelos?
Não é comum os bebés, sobretudo recém-nascidos terem pesadelos, pelo que os distúrbios do sono terão outra origem: cólicas, calor ou frio, fralda suja, entre outras. "Será que bruxas, monstros e papões põem o bebé em sentido? Com o bebé isso passa ao lado. Mais para a frente, sim. Os medos são psicológicos e é preciso respeitar o medo das crianças."

Dormir só
A auto-confiança, a auto-estima e a autonomia do bebé constroem-se desde o berço. Como? Dormindo sozinho. Manter o bebé sob a asa dos pais durante muito tempo acaba por diminuí-lo na capacidade individual de enfrentar os medos, as fobias e de ultrapassar os obstáculos sozinhos. Como tal, o bebé deve mudar para o seu próprio quarto a partir do momento em que for capaz de dormir à noite sem acordar. Após os 4 meses, estabelece Rui Vasconcelos. "O dormir no seu próprio quarto é mais tranquilo e é importante para estabelecer o seu ritmo de sono."

Existe um quarto ideal?
O neuropediatra sugere um quarto iluminado naturalmente, soalheiro, bem arejado e, preferencialmente, de cores claras. O material do chão não deve ser escorregadio, nem demasiado duro ou frio. Carpete não é recomendada. A temperatura deve ser acautelada e "o mais eficaz e seguro é o aquecimento central". A iluminação pode também ser regulada através de um interruptor de intensidade gradual ou através de uma luz fraca que permita acompanhar o sono do bebé sem incomodá-lo.
O mobiliário deve ser o mais leve possível e o mínimo necessário. Ao gosto dos pais, é certo, mas não deve descurar o conforto e a segurança do bebé. Os peluches merecem um especial reparo. "Não encher o quarto de bonecos, estes são um rico refúgio para os ácaros", conclui Rui Vasconcelos.

QUEM FOAM OS NOSSOS ANTEPASSADOS?


Basta um pouco de saliva para ficar a saber quais as nossas origens, por via materna e paterna, quem foram e onde viveram os nossos antepassados.


De acordo com os estudos mais recentes, o Homem moderno teve origem em África, há aproximadamente 200 mil anos. A partir desta região, as primeiras populações humanas começaram a migrar, acabando por colonizar todo o planeta.


Este fenómeno migratório conhecido como "Out-of-Africa" muito provavelmente seguiu uma única rota costeira, via Península Arábica e em direcção às regiões a sudeste do continente asiático (há 70-60 mil anos), ao que se seguiram migrações para a Ásia Central, Américas e Austrália (há 50-30 mil anos). A colonização da Europa, há cerca de 45 mil anos, teve origem em movimentos populacionais pelo interior da Ásia ocidental via Cáucaso.

À medida que as populações humanas se expandiam e distribuíam por diversas regiões geográficas, foram ocorrendo pequenas variações no seu genoma. Estas variações foram transmitidas de geração em geração e permitem-nos hoje, através de um teste de ADN (ácido desoxiribonucleico), traçar as rotas migratórias dos nossos antepassados. Os estudos de ancestralidade genética baseiam-se na análise de dois tipos distintos de ADN, o ADN mitocondrial e o cromossoma Y.

A análise do ADN mitocondrial permite estabelecer a linhagem genética por via materna, transmitida exclusivamente por via feminina (quer dizer, apenas da mãe para as filhas e filhos). Por outro lado, o cromossoma Y existe exclusivamente nos homens e é transmitido intacto de pai para filhos do sexo masculino.


Eva, a nossa antepassada comum

As populações dos nossos dias englobam vários grupos genéticos distintos, para os quais se admite a existência de uma mulher ancestral comum - a chamada Eva mitocondrial, que viveu há cerca de 200 mil anos na região da actual Etiópia. Ao longo do tempo foram surgindo, esporadicamente, mutações no ADN mitocondrial, que passaram a ser transmitidas de geração em geração.

À medida que a população humana ancestral se expandia, pequenos grupos populacionais migravam e colonizavam novos territórios, tendo permanecido isolados. Foram assim acumulando diferenças genéticas em relação à população originária.

Cada grupo genético é caracterizado por um determinado perfil de mutações no seu ADN mitocondrial. São hoje conhecidos mais de 30 grupos de ADN mitocondrial, designados por letras do alfabeto de A a Z, sendo que cada grupo pode incluir vários subgrupos.

Por exemplo, vários membros de famílias reais europeias pertencem ao haplogrupo de ADN mitocondrial H. A análise do material genético da Rainha Marie Antoinette (mulher de Louis XVI de França), filha da Imperatriz Austríaca Maria Theresa, revelou ser do grupo H. Assim, com base nas árvores genealógicas, devem também ser do grupo H os seus familiares por via matrilínea, Pedro II do Brasil, Filipe III Duque de Burgundy, Leopold II da Bélgica, e Victor Emmanuel II de Itália.

É também do grupo H o ADN da mulher de Nicholas Romanov (o último Imperador da Rússia), Alexandra Fyodorovna. Consequentemente, serão do grupo H os seus familiares por via matrilínea, entre os quais se destacam a Rainha Victória (avó de Alexandra), Leopold I da Bélgica, Louis XV de França, e a Rainha Sophia de Espanha.

Os primeiros povos com um perfil mitocondrial do grupo H chegaram provavelmente à Europa há 28-23 mil anos e espalharam-se rapidamente pelo continente. Eram povos nómadas que fabricavam instrumentos de pedra, destinados à caça de animais de grande porte (bisontes, cavalos, renas e mamutes). Por alturas da última glaciação (há 20-12 mil anos), estes povos refugiaram-se no sul da Europa, nomeadamente na Península Ibérica, onde o clima era menos rigoroso.

Findo o período glaciar, há 13-10 mil anos, à medida que as condições climatéricas melhoravam, as populações acantonadas nos refúgios foram-se espalhando e acabaram por recolonizar toda a Europa. Eram povos caçadores-colectores que viviam em cavernas e tendas por si construídas e foram os autores das manifestações artísticas encontradas em Lascaux (França), Altamira (Espanha) e Foz Côa (Portugal).

Enquanto a análise do ADN mitocondrial revela a ancestralidade por via matrilínea, o estudo do cromossoma Y desvenda o passado por via patrilínea. Tal como o ADN mitocondrial, os diferentes perfis de ADN do cromossoma Y são classificados seguindo uma nomenclatura que os designa pelas letras do alfabeto de A a T.

Sabemos, por exemplo, que os homens que pertencem ao grupo J2 são provavelmente descendentes de Fenícios, o povo que dominou o comércio no Mediterrâneo há cerca de dois a três mil anos. Actualmente, o grupo J2 é muito frequente na população de Judeus Ashkenazi, pelo que se um homem português pertencer a este grupo é provável que os seus antepassados sejam de origem judaica.

Outros grupos genéticos são característicos de outras regiões do mundo. Por exemplo, R2 encontra-se predominantemente na Índia. Assim, quando um homem em Portugal pertence a este grupo é porque, muito provavelmente, é descendente, por via paterna, de povos indianos.

Ao estudar a sua ancestralidade genética, cada um de nós vai descobrir povos com diferentes culturas, religiões e até raças. Divulgar este conhecimento e torná-lo acessível é uma forma de combater certas concepções da "Natureza Humana" que fundamentam a sua descriminação.

Para descobrir a sua ancestralidade genética basta ir a www.dnaroottester.com e encomendar o seu teste online.

Fonte: FARMÁCIA SAÚDE - ANF

Sábado, 4 de Setembro de 2010

SIDA: TRATAMENTODESTRÓI CÉLULAS INFECTADAS


O tratamento é feito através de um composto químico que desencadeia a autodestruição de células infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana.

Investigadores israelitas anunciaram ter conseguido destruir em laboratório células infectadas pelo vírus da sida sem prejudicar células sãs, noticia hoje o diário Haaretz.

Os investigadores da Universidade hebraica de Jerusalém confirmaram ter conseguido desenvolver um tratamento à base de péptidos (composto químico formado pela união de aminoácidos) que desencadeiam a autodestruição de células infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana.

Até agora, as únicas terapias contra a sida visam destruir o vírus presente nas células, com risco de este voltar a aumentar se o tratamento for interrompido ou se o vírus desenvolver imunidade aos fármacos usados.

O investigador australiano Abraham Loyter explicou ao Haaretz que ao fim de duas semanas, as células visadas não tinham reaparecido, 'de onde se pode concluir que foram destruídas'.

Num artigo publicado a 19 de Agosto pela revista britânica AIDS Research and Therapy, a equipa israelita - constituída por Aviad Levin, Zvi Hayouka, Assaf Friedler e Abraham Loyter - estimava que o seu trabalho pudesse 'eventualmente permitir desenvolver uma nova terapia' contra o VIH.

Em Julho, investigadores norte-americanos anunciaram ter descoberto dois potentes anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das origens conhecidas do VIH, tornando potencialmente possível o desenvolvimento de uma vacina eficaz.

Mais de um quarto de século depois da identificação do vírus, o VIH é responsável por mais de 30 milhões de mortos.

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